FILTRO AZUL



De todo espectro de radiações que nos atingem, inclusive as radiações residuais do ultravioleta, existe uma pequena faixa que tem a propriedade de excitar a sensação visual e que, por isso, é chamada de "espectro visível". Compreende comprimentos de ondas que variam de 400 a 760 nanômetros (nm). Conforme o comprimento, as radiações geram cores do violeta ao vermelho, passando por toda a gama do arco-íris. 

Apesar de considerarmos a faixa de excitação visual, pequena se comparada ao infinito de radiações, quando combinados os 256 possíveis valores de vermelho, os 256 valores de verde e os 256 valores de azul, que representam as cores primárias da luz, o número total de cores possíveis é de aproximadamente 16,7 milhões de cores e a mudança rápida de toda esta abundância de cores é um dos fatores da dor nos olhos, do cansaço visual, da sonolência, enfim, da ASTENOPIA.

Assim sendo e tendo sido comprovado cientificamente que no espectro da luz amarela temos a maior luminosidade do senso cromático de uma visão normal (o que responsabiliza diretamente a radiação eletromagnética desta cor, pelo funcionamento do mecanismo regulador do diâmetro da pupila em seu trabalho para determinar a quantidade de luz que irá impressionar a retina, nós concluímos que o cansaço visual está diretamente ligado às variações de luminosidade dos objetos visualizados. Variações estas, advindas em sua maior parte da cor branca que é a reunião de todas as cores e sabendo que a luz amarela é a que mais impressiona o olho humano, se minimizarmos a intensidade deste espectro com o uso de lentes adequadas, isto é, AZULADAS em uma proporção que não iniba as cores claras e nem acentue as cores fortes das luzes diretas (que são as responsáveis pelo cansaço visual), obteremos a diminuição dos movimentos de adequação da pupila e como conseqüência também o cansaço visual.